
Porto Velho, RO - O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas divulgou o Relatório nº 1/2025, com base em diversos procedimentos administrativos que investigam a expansão do garimpo ilegal no Rio Madeira e no Vale do Javari. O documento será usado como subsídio para as audiências públicas marcadas para os dias 6 e 7 de outubro de 2025.
Operação Prensa e impacto no Rio Madeira
De acordo com o relatório, a Operação Prensa, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2024, resultou na destruição de 459 dragas de garimpo no Rio Madeira. Apesar disso, estimativas apontam que pelo menos o dobro permaneceu ativo na região, devido à limitação de efetivo e logística.
A Polícia Federal relatou dificuldades como falta de equipamentos, efetivo reduzido e evasão em massa dos garimpeiros, que abandonaram embarcações ao início da operação. O prejuízo causado ao garimpo ilegal ultrapassou R$ 20 milhões, mas nenhuma prisão em flagrante foi registrada.
Operação Prensa e impacto no Rio Madeira
De acordo com o relatório, a Operação Prensa, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2024, resultou na destruição de 459 dragas de garimpo no Rio Madeira. Apesar disso, estimativas apontam que pelo menos o dobro permaneceu ativo na região, devido à limitação de efetivo e logística.
A Polícia Federal relatou dificuldades como falta de equipamentos, efetivo reduzido e evasão em massa dos garimpeiros, que abandonaram embarcações ao início da operação. O prejuízo causado ao garimpo ilegal ultrapassou R$ 20 milhões, mas nenhuma prisão em flagrante foi registrada.
IBAMA e ICMBio
O IBAMA confirmou que, só em 2023, foram lavrados 11 autos de infração em Borba e Manicoré. Já o ICMBio ressaltou que sua atuação se restringe às unidades de conservação federais, e apontou a necessidade de presença contínua na região após as operações.
O IBAMA confirmou que, só em 2023, foram lavrados 11 autos de infração em Borba e Manicoré. Já o ICMBio ressaltou que sua atuação se restringe às unidades de conservação federais, e apontou a necessidade de presença contínua na região após as operações.
Apoio das Forças Armadas
O Comando Militar da Amazônia relatou a presença de 23 Pelotões Especiais de Fronteira com cerca de 1.300 militares, mas destacou a complexidade das ações contra crimes ambientais. Já a Marinha e a Aeronáutica informaram que não realizaram operações diretas contra o garimpo na área em 2024.
O Comando Militar da Amazônia relatou a presença de 23 Pelotões Especiais de Fronteira com cerca de 1.300 militares, mas destacou a complexidade das ações contra crimes ambientais. Já a Marinha e a Aeronáutica informaram que não realizaram operações diretas contra o garimpo na área em 2024.
Greenpeace e COIAB alertam para novos focos
O Greenpeace Brasil, por meio de monitoramento via satélite, detectou em 2025 cerca de 130 balsas garimpeiras atuando entre Novo Aripuanã e Humaitá, mesmo após operações anteriores de repressão.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) reforçou a denúncia de invasões em territórios indígenas, como a TI Setemã, relatando a destruição de 302 dragas em 2024 e a presença de garimpeiros em comunidades tradicionais.
O Greenpeace Brasil, por meio de monitoramento via satélite, detectou em 2025 cerca de 130 balsas garimpeiras atuando entre Novo Aripuanã e Humaitá, mesmo após operações anteriores de repressão.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) reforçou a denúncia de invasões em territórios indígenas, como a TI Setemã, relatando a destruição de 302 dragas em 2024 e a presença de garimpeiros em comunidades tradicionais.
Próximos passos
O MPF destacou a necessidade de ações conjuntas permanentes entre órgãos de fiscalização, como Polícia Federal, IBAMA, ICMBio, Forças Armadas e Funai, além do apoio de organizações civis.
https://transparencia.mpf.mp.br/conteudo/diarios-e-boletins/diario-eletronico-dmpf-e/2025/DMPF-EXTRAJUDICIAL-2025-10-01.pdf?noCache=20251001133430559515
O MPF destacou a necessidade de ações conjuntas permanentes entre órgãos de fiscalização, como Polícia Federal, IBAMA, ICMBio, Forças Armadas e Funai, além do apoio de organizações civis.
- O relatório acende um alerta sobre os impactos sociais, ambientais e de segurança do garimpo ilegal, que ameaça rios, comunidades indígenas e o equilíbrio ecológico da Amazônia.
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