Somos Coop

Destaque

6/Destaque/ticker-posts

Comissão de Saúde aprova expansão da psicoterapia no SUS para pessoas vulneráveis

Comissão de Saúde aprova expansão da psicoterapia no SUS para pessoas vulneráveis

Porto Velho, Rondônia - A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que altera a Lei de Saúde Mental para estender o acesso ao atendimento psicológico e psicoterapêutico a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A decisão foi baseada no parecer apresentado pelo relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), ao Projeto de Lei 1428/25, de autoria do deputado Daniel Agrobom (PSD-GO).

O projeto original pretendia instituir o Programa Nacional de Acesso à Psicoterapia. Contudo, o relator optou por integrar as novas diretrizes diretamente ao marco legal da reforma psiquiátrica.

A mudança teve o propósito de evitar questionamentos jurídicos de competência, já que a instauração de programas do Executivo cabe ao governo federal, além de impedir a fragmentação da assistência em saúde.

Com essa adequação, as medidas serão incorporadas à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

"A criação de um programa paralelo à RAPS poderia gerar ineficiência e sobrecarregar a gestão pública. O fortalecimento da Lei de Saúde Mental garante que a ampliação do acesso à psicoterapia ocorra de forma estruturada e integrada ao SUS", justificou Geraldo Resende.

O relatório estabelece a oferta de suporte psicológico tanto presencial quanto por telessaúde, além da formulação de protocolos específicos de triagem e acolhimento para identificar carências sociais.

O texto aprovado também prioriza o direcionamento de recursos e equipes para localidades com maior índice de exclusão, horários flexíveis para trabalhadores e formação profissional continuada contra preconceitos estruturais.

A matéria incentiva ainda a formalização de acordos com clínicas-escola de cursos de psicologia e entidades da sociedade civil organizada.

A proposta tramita em caráter conclusivo e segue agora para avaliação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), necessitando ainda da chancela da Câmara e do Senado para ser sancionada.


Fonte: Agência Câmara.

Postar um comentário

0 Comentários