
Porto Velho - RO. O Leilão de Transmissão nº 4/2026, realizado nesta sexta-feira (30/10) na sede da B3, em São Paulo, ofertou oito lotes de empreendimentos para novas instalações e seccionamentos na rede elétrica. O certame envolve investimentos de mais de R$ 8,9 bilhões distribuídos entre sete estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. A concorrência registrou um deságio médio de 50,1% em relação à Receita Anual Permitida.
Ao todo, as obras somam 1.866 quilômetros de linhas de transmissão e têm estimativa de gerar cerca de 20,3 mil empregos. O processo integra o ciclo de expansão da transmissão de energia no Brasil, que mobilizou R$ 69,64 bilhões entre 2023 e 2026, cifra que chega a R$ 77,54 bilhões com a atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O certame foi coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e operacionalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, fazendo parte do Programa de Parcerias de Investimentos e do Novo PAC.
O Lote 4, formado pelos Sublotes 4A e 4B, concentra o maior volume de recursos do certame, com R$ 4,11 bilhões previstos para a instalação de 1.167 quilômetros de linhas e projeção de 8.225 postos de trabalho. A estrutura elevará a tensão da Rede Básica em Mato Grosso do Sul para 500 kV, patamar superior ao limite atual de 230 kV, permitindo a conexão com Goiás e Paraná e o escoamento de fontes renováveis, como solar e biomassa.
Outro projeto licitado foi o Lote 3, orçado em R$ 1,83 bilhão, que abrange a construção da Subestação Santana (500/345 kV) em Mogi das Cruzes (SP), com capacidade de transformação de 3.600 MVA, além do seccionamento de linhas para sua integração. A estrutura é voltada ao reforço do fornecimento de energia na Região Metropolitana de São Paulo e ao atendimento de novas demandas de consumo, incluindo a instalação de data centers. Conforme informado pelo Ministério de Minas e Energia, as contratações visam assegurar o transporte de energia limpa e suprir futuras exigências operacionais, como infraestruturas de inteligência artificial.
Fonte: ESPAÇO DA NOTÍCIA, com informações da Agência Gov

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