.webp)
Tarifaço: senadores brasileiros falam com a imprensa durante visita aos EUA — Foto: Reprodução/GloboNews
Porto Velho, Rondônia - A crise comercial entre Brasil e Estados Unidos pode ganhar um novo e preocupante capítulo. Segundo senadores brasileiros que participaram de uma missão oficial a Washington (EUA) nesta quarta-feira (30), a relação comercial do Brasil com a Rússia tem gerado fortes críticas de parlamentares norte-americanos — tanto democratas quanto republicanos — e pode culminar na imposição de novas sanções econômicas ao país sul-americano.
“Há outra crise pior que pode nos atingir em até 90 dias”, afirmou o senador Carlos Viana (Podemos-MG), em coletiva à imprensa. Ele integrou a comitiva de parlamentares que se reuniu com membros do Congresso e com representantes do setor privado dos Estados Unidos.
De acordo com Viana, há um esforço bipartidário no Congresso norte-americano para aprovar uma legislação que impõe sanções automáticas a países que mantêm relações comerciais com a Rússia, considerada por Washington um dos principais agentes de desestabilização no conflito em curso contra a Ucrânia.
Pressão internacional
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também participou da missão, reforçou que os Estados Unidos interpretam as relações comerciais com a Rússia como uma forma indireta de apoio à guerra. “Eles estão preocupados em acabar com a guerra [na Ucrânia], e acham que quem compra da Rússia dá munição para a guerra continuar”, afirmou.
O comércio de combustíveis e armamentos tem sido especialmente sensível. A importação de derivados de petróleo e gás russos por países em desenvolvimento é vista com crescente reprovação por parte de Washington, que busca isolar economicamente Moscou desde a intensificação do conflito em 2022.
Além disso, os senadores relataram que há uma percepção negativa sobre o fato de o Brasil manter acordos comerciais ativos com o governo de Vladimir Putin, ainda que em setores civis, como fertilizantes, combustíveis e commodities.
Trump penaliza Índia e eleva tensão global
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma “multa” contra a Índia como punição pelo contínuo comércio do país com a Rússia. Em publicação na rede Truth Social, o republicano justificou a medida afirmando que, apesar de a Índia ser considerada uma nação “amiga”, suas tarifas comerciais são “altíssimas” e suas barreiras não monetárias são “incômodas”.
“Embora a Índia seja nossa amiga, ao longo dos anos fizemos relativamente poucos negócios com eles porque suas tarifas são altíssimas, entre as mais altas do mundo, e eles têm barreiras comerciais não monetárias mais rigorosas do que qualquer país”, escreveu Trump.
O presidente norte-americano ainda declarou que a Índia continuará sendo penalizada por comprar a maior parte de seus equipamentos militares e energia da Rússia e da China, mesmo diante da pressão internacional para isolar Moscou. “Tudo isso não é bom! A Índia, portanto, pagará uma tarifa de 25% mais uma multa pelo citado acima, começando a partir de 1º de agosto”, completou.
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma “multa” contra a Índia como punição pelo contínuo comércio do país com a Rússia. Em publicação na rede Truth Social, o republicano justificou a medida afirmando que, apesar de a Índia ser considerada uma nação “amiga”, suas tarifas comerciais são “altíssimas” e suas barreiras não monetárias são “incômodas”.
“Embora a Índia seja nossa amiga, ao longo dos anos fizemos relativamente poucos negócios com eles porque suas tarifas são altíssimas, entre as mais altas do mundo, e eles têm barreiras comerciais não monetárias mais rigorosas do que qualquer país”, escreveu Trump.
O presidente norte-americano ainda declarou que a Índia continuará sendo penalizada por comprar a maior parte de seus equipamentos militares e energia da Rússia e da China, mesmo diante da pressão internacional para isolar Moscou. “Tudo isso não é bom! A Índia, portanto, pagará uma tarifa de 25% mais uma multa pelo citado acima, começando a partir de 1º de agosto”, completou.
Reflexos para o Brasil
No contexto da crescente pressão econômica liderada pelos Estados Unidos, o Brasil passa a figurar na lista de países em potencial risco de sanções, caso não revise suas diretrizes comerciais em relação à Rússia. O alerta dos parlamentares brasileiros reforça que o governo federal deverá ser convocado a prestar esclarecimentos nos próximos dias.
A comitiva também afirmou que este novo tema será incluído nas próximas agendas diplomáticas entre os governos de Brasília e Washington. A expectativa é de que o Itamaraty e os ministérios da Economia e das Relações Exteriores intensifiquem o diálogo com o Departamento de Estado norte-americano para tentar minimizar os impactos de uma eventual retaliação.
Enquanto isso, cresce a preocupação entre empresários brasileiros com interesses no mercado externo. A manutenção de negócios com a Rússia, ainda que estratégicos para setores como o agronegócio e energia, pode implicar em restrições severas por parte dos EUA, afetando exportações, investimentos e acordos bilaterais.
No contexto da crescente pressão econômica liderada pelos Estados Unidos, o Brasil passa a figurar na lista de países em potencial risco de sanções, caso não revise suas diretrizes comerciais em relação à Rússia. O alerta dos parlamentares brasileiros reforça que o governo federal deverá ser convocado a prestar esclarecimentos nos próximos dias.
A comitiva também afirmou que este novo tema será incluído nas próximas agendas diplomáticas entre os governos de Brasília e Washington. A expectativa é de que o Itamaraty e os ministérios da Economia e das Relações Exteriores intensifiquem o diálogo com o Departamento de Estado norte-americano para tentar minimizar os impactos de uma eventual retaliação.
Enquanto isso, cresce a preocupação entre empresários brasileiros com interesses no mercado externo. A manutenção de negócios com a Rússia, ainda que estratégicos para setores como o agronegócio e energia, pode implicar em restrições severas por parte dos EUA, afetando exportações, investimentos e acordos bilaterais.
0 Comentários